|
|
| |
Esse é o link do blog de Einstein:
http://www.einstein_dq_jeitu.zip.net
Esse é o link do blog de Galileu:
http://www.galileu.dq.jeito.zip.net
Esse é o blog de John Kepler:
http://www.kepler.dq.jeito.zip.net
Esse é o link do blog de Torricelli:
http://www.torricelli.dq.jeito.zip.net
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 15h34
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Qual a relação entre Isaac Newton e a lei da gravitação universal?
A maior realização do trabalho de Newton era em mecânica, que culminaram na Theory of Universal Gravitation. Desde 1966 Newton tinha idéia das leis de movimento, através de observações feitas. Ele também descobriu que um corpo em movimento circular sobre a ação de uma força centrífuga. A partir disto e juntamento com a terceira lei de Kepler.Haley persuadiu Newton a escrever um tratado com novos conceitos em física e com aplicações em Astronomia. No ano de 1687, Newton publicou o Philosophiae Naturalis Principia Mathematica ou Principia. Reconhecido como o maior livro científico escrito, Newton analisa o movimento dos corpos que sofrem a ação da força centrípeta. Os resultados foram aplicados a corpos em órbita, em projéteis, pêndulos e a corpos em queda livre próximos à Terra. Demonstrou que os planetas sofrem a ação de uma força de atração do Sol e que varia com o inverso da distância. Deste pensamento, generalizou-se para todos os corpos celestes. Isto levou Newton à lei da gravitação universal. Newton explicou com extrema clareza as órbitas excêntricas de cometas, as marés e suas variações e a precessão do eixo terrestre.A equação relaciona as distâncias relativas de dois objectos por comparação com um terceiro. Tipicamente um dos objectos é a Terra, o segundo é uma nave espacial e o terceiro é o Sol. Para começar, vamos fazer algumas generalizações. Há uma certa quantidade de luz do Sol a atingir a Terra num dado momento. Não é uma quantidade absoluta porque a Terra está mais próxima do Sol em algumas alturas do ano em relação a outras e o número de manchas solares altera a energia que emerge do Sol. Num modo geral, no entanto, o Sol é marcadamente constante no seu comportamento. Se não fosse, a vida na Terra seria impossível. Podemos descrever a quantidade de energia do Sol que atinge a Terra como 1 constante solar. A distância média do Sol à Terra é 149,597,870.66 quilómetros (92,955,807.25 milhas), que podemos simplificar para o que os astrónomos denominam de 1 Unidade Astronómica ou 1 UA. Assim, a Terra está a 1 UA do Sol e recebe 1 constante solar. Isto permite manter a matemática simples. A relação pode ser expressa simplesmente por: 1/d^2 (um sobre o quadrado da distância) onde d = distância comparada com a distância da Terra ao Sol (para os primeiros exemplos). Comecemos com a luz do Sol como exemplo. A 1 UA, a Terra recebe 1 unidade de luz do Sol, o que podemos geralmente associar a um dia de Sol brilhante ao meio-dia. Quanta luz solar receberia uma nave espacial se estivesse ao dobro da distância entre a Terra e o Sol? A primeira ideia seria que, por estar ao dobro da distância, receberia no máximo metade (não o dobro, porque está mais longe). A distância do Sol à nave espacial seria de 2 UA, por isso... d = 2. Se o inserirmos na equação 1/d^2 = 1/2^2 = 1/4= 25%. A nave espacial recebe apenas um quarto da quantidade de luz solar que receberia se estivesse perto da Terra. Isto acontece porque a luz é irradiada do Sol num formato esférico. Enquanto a distância ao Sol aumenta, a superfície da esfera cresce segundo o quadrado da distância, o que significa que apenas 1/d^2 da energia cai numa área idêntica na esfera em expansão. Vejamos agora outro caso real. Marte está a uma distância de 1.5 UA do Sol. 1/d^2 = 1/1.5^2 = 1/2.25 = 44%. Há menos de metade da luz solar a atingir a superfície de Marte do que a da Terra! Júpiter está a 5.2 UA, por isso 1/d^2 = 1/5.2^2 = 1/27= 3.7%. Neptuno está a 30 UA, por isso 1/d^2 = 1/30^2 = 1/900 =0.1%! O meio-dia em Neptuno é semelhante a um crepúsculo muito escuro na Terra! O que acontece se nos aproximarmos do Sol? O senso comum diz-nos que o Sol será mais brilhante e a lei do quadrado inverso diz-nos quanto mais brilhante é. Mercúrio está a 0.387 UA. 1/d^2 = 1/0.387^2 = 1/.15 = 666.67%, quase 7 vezes mais brilhante! Podemos usar este método para comparar qualquer ponto do Universo se descrevermos a sua distância em comparação com a distância da Terra ao Sol.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 17h20
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Outras contribuições às ciências
Em 1696, devido a uma depressão nervosa, Newton afastou-se do trabalho científico e mudou-se definitivamente para Londres, onde, em 1701, assumiu novo cargo público. Apresentou à Royal Society seu único trabalho sobre química, ao qual pouco depois acrescentou observações sobre as temperaturas de ebulição e fusão, assim como um enunciado da lei de resfriamento por condução. Em 1703, foi eleito presidente da Royal Society, cargo para o qual se reelegeria sucessivamente. Em 1705, foi feito cavaleiro (Sir) pela rainha Ana. A primeira edição inglesa de Opticks, or A Treatise on the Reflections, Refractions and Colours of Light (1704; Óptica, ou Um tratado sobre a reflexão, refração e cores da luz) traz importantes complementos, entre eles uma prefiguração da noção de comprimento de onda, sob o nome de "teoria dos acessos de fácil transmissão". A edição em latim apresenta, como apêndice, um verdadeiro tratado de cálculo integral, o primeiro a tornar-se público. Além disso, a segunda edição de Opticks, em inglês, inclui 31 Questions, que abordam especialmente o problema da matéria e da luz. Em Arithmetica universalis sive De compositione et resolutione arithmetica (1707; Aritmética universal ou Sobre a composição e resolução aritméticas), Newton exprime em fórmulas matemáticas a lei da gravitação e suas aplicações, e estabelece os fundamentos do cálculo infinitesimal. Sir Isaac Newton viveu seus últimos anos como verdadeira glória nacional da Inglaterra e passou a dedicar-se sobretudo a estudos filosóficos e históricos. Morreu em Londres em 31 de março de 1727.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 17h11
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Por que se deve a ele o início de uma verdadeira revolução na Física?
Poucos homens contribuíram tanto para o progresso da ciência como Newton, físico, astrônomo e matemático inglês. Suas descobertas no campo da astronomia, da física e da matemática foram de tal importância que se pode falar numa "revolução newtoniana". Seus trabalhos sobre a composição da luz branca conduziram à moderna física óptica; a formulação das três leis do movimento levou à lei da gravitação universal; na matemática, ele lançou os fundamentos do cálculo infinitesimal. Até 1667, durante o longo período de ociosidade forçada, Newton concebeu seus mais importantes princípios, entre eles a lei da gravitação, a decomposição da luz solar no espectro e os anéis coloridos das lâminas delgadas. Embora só tenham se tornado conhecidas anos depois, as descobertas dessa fase inauguraram uma nova era, a da ciência moderna, e suas profundas conseqüências se estenderam a todas as áreas do conhecimento humano. Ao formular, por exemplo, o princípio da gravitação universal, Newton eliminou a dependência da ação divina e influiu decisivamente em todo o pensamento filosófico do século XVIII, além de fundar a mecânica clássica. A solução dos problemas da mecânica celeste continuou a constituir a preocupação maior do novo catedrático. Ao descobrir a aceleração circular uniforme, a que deu o nome de "centrípeta", concluiu que o princípio determinante da gravitação terrestre era o mesmo que governava a rotação da Lua ao redor da Terra. Para comprovar essa teoria, porém, seria preciso conhecer o tamanho exato do raio terrestre e, assim, Newton abandonou por vinte anos o trabalho nesse terreno e passou a dedicar-se especialmente à óptica. Com base nas palestras feitas sobre o tema entre 1670 e 1672, redigiu um trabalho sobre as cores que contém a maior parte das idéias do primeiro volume de Opticks (Óptica), que seria publicado em 1704.
Convencido da pouca eficácia das lentes usadas nas lunetas astronômicas, Newton construiu o primeiro telescópio de reflexão, no qual empregou um espelho côncavo em lugar da objetiva. Em 1671, apresentou seu novo modelo à Royal Society. No ano seguinte, foi eleito membro da instituição. Apresentou uma memória sobre a teoria das cores e revelou suas experiências sobre a decomposição da luz branca no prisma. Em 1675, expôs outro trabalho fundamental de óptica, em que tratava das propriedades da luz, com uma explicação sobre a produção das cores por lâminas delgadas e o resultado da medição dos anéis coloridos, que passaram a ser conhecidos como "anéis de Newton". Sua teoria corpuscular da luz foi mais tarde substituída pela teoria ondulatória, de Huygens. Séculos depois, porém, Einstein, ao descobrir o efeito fotoelétrico (1905), mostrou que havia pontos de concordância entre as duas teorias aparentemente contraditórias: a energia elétrica se concentraria em corpúsculos, ou fótons, enquanto outros fenômenos somente poderiam ser explicados pelas ondas luminosas. Desde 1672 tornara-se conhecido, em Londres, o valor exato do raio terrestre, obtido um ano antes pelo astrônomo francês Jean Picard. Instado pelo astrônomo Edmond Halley, em 1684, para que divulgasse suas descobertas sobre gravitação, Newton dedicou-se, então, a escrever Philosophiae naturalis principia mathematica (1686-1687; Princípios matemáticos da filosofia natural), em que, com base na lei de gravitação, explica a mecânica de Galileu. Mais que o principal trabalho de Newton, essa é a obra fundamental de toda a ciência moderna.
Dividida em três partes, a obra trata inicialmente da mecânica racional. No primeiro tomo, intitulado De motu corporum (Do movimento dos corpos), apresentado à Royal Society em 1686, formula definições e axiomas, expõe a lei da inércia, introduz a noção de massa (excluindo a possibilidade de reduzir-se a mecânica à cinemática pura), formula uma nova noção de força, o princípio da igualdade entre ação e reação e as regras da aceleração no vácuo. O segundo tomo, terminado em 1687, é uma extensão do primeiro; trata do movimento dos corpos num meio resistente e delineia a hidrodinâmica. O terceiro, terminado no mesmo ano e intitulado De sistemate mundi (Do sistema do mundo), apresenta a mecânica do sistema universal. Os movimentos dos planetas, dos cometas e das marés são examinados à luz de princípios matemáticos. As exposições são precedidas de considerações filosóficas sobre as regras do raciocínio, dos fenômenos e das proposições. A obra teve imediata repercussão internacional, apesar da reduzida tiragem de 300 exemplares. Contribuições à matemática. Depois de viver alguns anos em Londres, onde exerceu um cargo público, Newton regressou a Cambridge para retomar seus estudos matemáticos. Colocava a matemática numa posição secundária, instrumental, que merecia sua atenção apenas enquanto se revelasse fecunda para a solução de problemas da mecânica celeste. Contudo, embora só pesquisasse novos métodos matemáticos na medida em que os já conhecidos se revelassem insuficientes, foi profunda a revolução que introduziu no campo dessa ciência. Antes de Newton, não se tinha conhecimento do cálculo integral e foi a partir dele que o cálculo diferencial assumiu feição precisa, embora não se possa deixar de mencionar a valiosa contribuição de Fermat e Descartes. Newton estudou as relações entre o cálculo diferencial e o integral, e fez surgir o cálculo infinitesimal, que, em sua obra, assume duas formas, uma das quais (o método dos fluxos) decorre da outra (o método das primeiras e últimas razões).
A célebre polêmica entre os seguidores de Newton e os de Leibniz em torno da prioridade da descoberta do cálculo infinitesimal teve início em 1705. Está historicamente provado que houve coincidência de conclusões, alcançadas de forma independente pelos dois cientistas. Cronologicamente, Newton pode ter chegado em primeiro lugar ao resultado, mas também é certo que Leibniz foi mais bem-sucedido no capítulo das notações, no qual criou símbolos usados até hoje. Ainda no campo da matemática, deve-se a Newton a descoberta da fórmula de desenvolvimento do binômio, notável avanço para essa ciência. Por meio do método de interpolação, Newton conseguiu ainda resolver por aproximação certos problemas relativos a curvas complexas, ao aplicar resultados conhecidos e atinentes a curvas mais simples. No campo da álgebra, seus trabalhos beneficiaram a teoria das equações, com a criação de procedimentos para cálculos de raízes e formulação de regras para determinação do número de raízes de certa espécie.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 17h06
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

Esse ai eh u kra... falamos tanto dele e não mostramos nenhuma fotinho... Mas ta ai... Coitado era um poko feio mas em todo caso, Eh U KrA...
Falowsss... Bajummmm...
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 17h01
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Ai vai u Link dos Nossos Blogs que fala sobre outros Cientistas...
Galileu Galilei: http://www.galileu.dq.jeito.zip.net
Albert Einstein: http://www.einstein_dq_jeitu.zip.net
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h44
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Isaac Newton
(1642 - 1727)
O homem de cabelos brancos fechou o caderno, onde, com escrita regular e miúda, se alinhavam seus cálculos, e recostou-se na cadeira. Naqueles cálculos, naquele caderno fechado que lhe custara tantos esforços e deduções, mais um mistério fora revelado aos homens. E talvez tenha sentido grande orgulho ao pensar nisso.
Esse ancião grisalho, Isaac Newton, era reverenciado na Inglaterra do século XVIII como o maior dos cientistas. Para seus contemporâneos, representava o gênio que codificara as leis do movimento da matéria e explicara como e por que se movem os astros ou as pedras. Uma lenda viva, recoberto de honras e glória, traduzido e reverenciado em toda a Europa, apontado como exemplo da grandeza "moderna" contraposta à grandeza "antiga" que Aristóteles representava. Ainda hoje, seus Princípios constituem um monumento da história do pensamento, só comparável às obras de Galileu e Einstein.
Mas o trabalho que Newton, velho e famoso, acabara de concluir - um dos tantos aos quais dedicou boa parte de sua vida e ao qual atribuía tanta importância - nada tinha a ver com ciência. Era um Tratado sobre a Topograjta do Inferno. Lá estavam deduzidos tamanho, volume e comprimento dos círculos infernais, sua profundidade e outras medidas. Essa prodigiosa mente científica envolvia-se também num misticismo sombrio e extravagante, que atribuía ao inferno uma realidade física igual à deste mundo.
Newton, entretanto, era acima de tudo um tímido e poucos souberam dessa obra, que só nos anos vinte deste século começou a ser divulgada.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h39
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
(Casa onde Newton nasceu)
Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, no Lincolnshire, Inglaterra, no Natal do ano em que morria Galileu: 1642. Seu pai, um pequeno proprietário rural, havia morrido um pouco antes; três anos mais tarde, a mãe casou-se outra vez, e, mudando de cidade, deixou o pequeno Isaac aos cuidados da avó. Até os doze anos de idade, o menino freqüentou a escola de Grantham, aldeia próxima a Woolsthorpe.
Em 1660, foi admitido na Universidade de Cambridge, conseguindo o grau de bacharel em 1665; nesse ano, uma epidemia de peste negra abateu-se sobre toda a Inglaterra, e a Universidade viu-se obrigada a fechar suas portas. Newton voltou então para casa, onde se dedicou exclusivamente ao estudo, fazendo-o, segundo suas próprias palavras, "com urna intensidade que nunca mais ocorreu". A essa época remontam suas primeiras intuições sobre os assuntos que o tornariam célebre: a teoria corpuscular da luz, a teoria da gravitação universal e as três leis da Mecânica.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h34
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
(Trinity College, em Cambridge)
Newton retornou a Cambridge em 1667, doutorando-se em 1668. No ano seguinte, um de seus professores, o matemático Isaac Barrow, renunciou às suas funções acadêmicas, para dedicar-se exclusivamente ao estudo da teologia; nomeou Newton seu sucessor, que, assim, com apenas 26 anos de idade, já era catedrático, cargo que ocuparia durante um quarto de século.
Em 1666, enquanto a peste assolava o país, Newton comprou, na feira de Woolsthorpe, um prisma de vidro. Um mero peso de papel, que iria ter grande importância na história da Física. Observando, em seu quarto, como um raio de sol vindo da janela se decompunha ao atravessar o prisma, Newton teve sua atenção atraída pelas cores do espectro. Colocando um papel no caminho da luz que emergia do prisma apareciam as sete cores do espectro, em raias sucessivas: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. A sucessão de faixas coloridas recebeu do próprio Newton o nome de espectro, em alusão ao fato de que as cores que se produzem estão presentes, mas escondidas, na luz branca.
(Prisma de Newton sobre alguns de seus escritos)
Newton foi além, repetindo a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores. Mas a decomposição não se repetia: as cores permaneciam simples. Inversamente, ele concluiu que a luz branca é, na realidade, composta de todas as cores do espectro. E provou isso reunindo as raias coloridas de duas maneiras diferentes: primeiro, mediante uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca; e, depois, através de um dispositivo mais simples, que passou a ser conhecido como disco de Newton. Trata-se de um disco dividido em sete setores, cada um dos quais pintado com uma das cores do espectro. Fazendo-o girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, e este recebe a sensação do branco.
Nos anos que se seguiram, já de novo em Cambridge, Newton estudou exaustivamente a luz e seu comportamento nas mais variadas situações. Desenvolveu, assim, o que passaria a se chamar teoria corpuscular da luz; a luz se explicaria como a emissão, por parte do corpo luminoso, de um número incontável de pequenas partículas, que chegariam ao olho do observador e produziriam a sensação de luminosidade. Como subproduto dessas idéias, Newton inventaria o telescópio refletor: ao invés de usar como objetiva umas lente - que decompondo a luz causa aberrações cromáticas emprega um espelho côncavo, que apenas reflete a luz.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h32
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
(Telescópio construído por Newton)
Até 1704 - ano em que apareceu sua Optica - Newton não publicou nada sobre a luz; mas isso na impediu que suas idéias fossem sendo divulgadas entre os colegas e alunos de Cambridge.
Havia, na época, outra hipótese sobre a natureza da luz: a teoria ondulatória do holandês Christiaan Huygens. Contemporâneo de Newton, Huygens supunha a. luz formada de ondas, que são emitidas pelo corpo luminoso. Pensava que sua propagação se dá da mesma forma que para as ondas sonoras, apenas muito mais rapidamente que estás últimas.
A posteridade viria demonstrar que, apesar de nenhuma das duas teorias ser integralmente acertada, Huygens andava mais perto da verdade que Newton. Contudo, quando, em 1672, Newton foi eleito membro da Royal Society, seu prestígio já o havia antecedido, e ele quase não encontrou oposição à sua teoria da luz. Mas os poucos opositores - sobretudo Robert Hooke, um dos maiores experimentalistas ingleses obrigaram Newton a enfrentar uma batalha em duas frentes: contra eles e contra a própria timidez.
Seu desgosto pela controvérsia revelou-se tão profundo que, em 1675, escreveu a Leibnitz: "Fui tão irnportunado com discussões a respeito de minha teoria sobre a luz, que condenei minha imprudência em me desfazer de minha abençoada tranqüilidade para correr atrás de uma sombra". Essa faceta de sua personalidade iria fazê-lo hesitar, anos mais tarde, em publicar sua obra máxima: os Princípios.
Por mais de um milênio - desde que, juntamente com o Império Romano, a ciência antiga fora destruída - o pensamento europeu demonstrou-se muito pouco científico. A rigor, é difícil afirmar que a Idade Média tenha, de fato, conhecido o pensamento científico. O europeu culto, geralmente um eclesiástico, não acreditava na experimentação, mas na tradição. Para ele, 'tudo quanto havia de importante a respeito de ciência já havia sido postulado por Aristóteles e mais alguns cientistas gregos, romanos ou alexandrinos, como Galeno, Ptolomeu e Plínio. Sua função não era colocar em dúvida o que tinham afirmado, mas transmiti-lo às novas gerações.
Em poucos séculos - do XI ao XV - o desenvolvimento do comércio e, posteriormente, do artesanato, da agricultura e das navegações, fez desabar a vida provinciana da Idade Média, prenunciando o surgir da Idade Moderna, na qual a ciência foi adquirindo importância cada vez maior.
Os dois grandes nomes que surgem como reformadores da ciência medieval são Johannes Kepler e Galileu Galilei. Kepler, embora um homem profundamente medieval - tanto astrólogo quanto astrônomo - demonstrou, entretanto, que o sistema astronômico dos gregos e dos seus seguidores estava completamente errado. Galileu fez o mesmo com a física de Aristóteles.
A mecânica de Aristóteles, assim como quase toda sua obra científica, baseava-se principalmente na intuição e no "bom senso". Dessa forma, suas análises não iam além dos aspectos mais superficiais dos fatos. A experiência cotidiana sugeria-lhe, por exemplo, que, para conservar um corpo em movimento, é necessário mantê-lo sob a ação de uma influência, empurrá-lo ou puxá-lo. E ele o diz explicitamente em sua Mecânica: "O corpo em movimento chega à imobilidade quando a força que o impele não mais pode agir de modo a deslocá-lo". No entanto, é fato indiscutível que uma pedra pode ser arremessada à distância, sem que seja necessário manter a ação de uma força sobre ela. Aristóteles contornava essa dificuldade dizendo que a razão pela qual a pedra se movimenta repousa no fato de que ela é empurrada pelo ar que ela afasta, à medida que avança. Por menos plausível que fosse essa explicação, ela permaneceu incontestada até o aparecimento de Galileu.
O sábio florentino, percebendo as incongruências das teorias aristotélicas, atacou o problema de maneira oposta. Seu raciocínio foi bastante simples: suponha-se que alguém empurre um carrinho de mão por uma estrada plana. Se ele repentinamente parar de empurrar, o carrinho percorrerá ainda uma certa distância antes de cessar seu movimento. E essa distância poderá ser aumentada, se a estrada for tornada muito lisa e as rodas do carrinho estiverem bem lubrificadas. Em outros termos, à medida que se diminuir o atrito entre o eixo do carrinho e suas rodas, e entre estas e a estrada, a redução de sua velocidade será cada vez menor. Galileu supôs, então, que, se o atrito entre o carrinho e a estrada fosse eliminado por completo, o carrinho deveria - uma vez dado o impulso inicial - continuar indefinidamente em seu movimento.
Quarenta anos após a morte de Galileu, Isaac Newton formulou mais precisamente esse conceito, que passou a ser conhecido como o Primeiro Principio da Mecânica: "Qualquer corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme, a não ser que sofra uma ação externa".
Galileu havia tentado ir mais além, estudando a maneira como o movimento de um corpo varia quando este está sob a ação de uma força - por exemplo, a queda de um corpo sobre a superfície da Terra. Contudo, ele não pôde separar claramente nas suas experiências o dado principal dos acessórios. Foi Newton quem despiu o problema de seus aspectos não essenciais, e viu na massa do corpo esse dado.
Um mesmo corpo, submetido a forças de valores diferentes, move-se com velocidades diversas. Uma bola parada, ao receber um chute, adquire maior ou menor velocidade, num certo lapso de tempo, conforme o chute seja forte ou fraco. Como a variação da velocidade com o tempo mede a aceleração, a força maior comunica à bola uma aceleração maior.
Por outro lado, dois corpos de massas diferentes, quando sob a ação de forças de igual valor, também se movem diversamente: o de maior massa fica submetido a uma aceleração menor. Ou seja, a aceleração provocara por uma força que atua sobre um corpo tem a direção e o sentido desta força, e é diretamente proporcional ao valor dessa força e inversamente proporcional à massa do corpo.
Esse é o enunciado do Segundo Princípio da Mecânica, que permite, em última análise, descrever todo e qualquer movimento, desde que se conheçam as massas dos corpos envolvidos e as forças a que eles estão sujeitos. A partir dele, podem-se derivar todas as relações entre a velocidade de um corpo, sua energia, o espaço que ele percorre em determinado intervalo de tempo, e assim por diante.
Entretanto, além do problema da massa, Newton foi obrigado a resolver outra questão: como se manifesta o estado de movimento de um corpo, num tempo infinitamente curto, sob a influência de uma força externa? Somente assim poderia estabelecer fórmulas gerais aplicáveis a qualquer movimento. Esta preocupação levou-o a inventar o cálculo diferencial, a partir do qual obteve também o cálculo integral.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h31
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
(Engenho a vapor que prova a ação e reação)
O contraste entre a simplicidade do enunciado e a profundidade de sua significação é ainda mais evidente no seu Terceiro Principio da Mecânica:
"A toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário " Este é o postulado mais simples e mais geral de toda a Física. Ele explica, por exemplo, por que uma pessoa dentro de um barco, no meio de um rio, quando quer se aproximar da terra firme, "puxa a margem" e o resultado visível é que a margem "puxa o barco". Em outras palavras, quando o indivíduo laça com uma corda uma estaca da margem e começa a puxar a corda, está, na verdade, exercendo uma força (ação) sobre a margem; esta, por sua vez, aplica uma força igual em sentido contrário (reação) sobre o barco, o que faz com que este se movimente.
Pode parecer extraordinário que algo tão evidente tivesse que esperar o surgimento de Newton para ser estabelecido; mas, na verdade, ele só pôde fazer suas afirmações depois que Galileu tornou claro o papel que as forças desempenham no movimento. Galileu foi, assim, o precursor de Newton, e este seu herdeiro e continuador.
O papel de Newton como sintetizador repetiu-se em outro dos episódios importantes de sua obra: o descobrimento da lei da gravitação universal. Desta vez, o pioneiro foi Kepler.
Enquanto Galileu lutou contra Aristóteles, Kepler insurgiu-se contra Ptolomeu, um dos maiores astrônomos alexandrinos e, também - embora involuntariamente -, o principal obstáculo ao desenvolvimento da astronomia na Idade Média.
Pltolomeu acreditava no sistema das esferas concêntricas: a Terra era o centro do Universo; à sua volta, giravam a Lua, o Sol, os planetas e as estrelas. E, o que é mais importante do ponto de vista cosmológico, tinha a certeza de que os movimentos dessas esferas deveriam realizar-se em círculos perfeitos, com velocidade uniforme. Sua certeza originara-se em Platão e tinha razões de ordem religiosa: Deus só pode fazer coisas perfeitas, e apenas o movimento circular é perfeito.
Essa visão do Universo prevaleceu por tempo espantosamente longo, considerando-se as evidências em contrário. O primeiro passo efetivo contra esse estado de coisas foi dado por Nicolau Copérnico, no princípio do século XVI: ele questionou o dogma de que a Terra é o centro do Universo, transferindo para o Sol este papel. Mas não viveu - nem lutou - para ver sua idéia prevalecer. Quem fez isso foi Kepler.
Colocar o Sol no centro do Universo, com a Terra e os demais planetas girando em torno dele, não foi a tarefa mais árdua de Kepler; o pior foi descrever como se dá o movimento dos planetas, já que as trajetórias circulares evidentemente não eram obedecidas. E Kepler lutou a vida inteira contra seus contemporâneos - e contra seus próprios preconceitos astrológico-mágicos para concluir que os planetas descrevem elipses em torno do Sol, obedecendo a três leis matemáticas bem determinadas.
Trinta anos após a morte de Kepler e vinte depois da de Galileu, Newton, com apenas vinte anos de idade, atacou o quebra-cabeças legado por seus dois precursores. As peças-chave eram: as leis dos movimentos dos corpos celestes, de Kepler. e as leis dos movimentos dos corpos na Terra, de Galileu. Mas os dois fragmentos não se ajustavam, pois, de acordo com as leis descobertas por Kepler, os planetas se moviam segundo elipses, e, conforme Galileu, segundo círculos. Por outro lado, as leis da queda dos corpos de Galileu não possuíam relação aparente com o movimento dos planetas ou dos cometas...
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h29
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
... Newton atacou o problema, estabelecendo uma analogia entre o movimento da Lua ao redor da Terra e o movimento de um projétil lançado horizontalmente na superfície do planeta. Qualquer projétil assim lançado está sob a ação de dois movimentos: um movimento uniforme para a frente em linha reta, e um movimento acelerado devido a força de gravidade que o atrai para a Terra. Os dois movimentos interagindo produzem uma curva parabólica, conforme demonstrou Galileu, e o projétil termina por cair ao chão. Cairá mais perto do lugar onde foi disparado se a altura de lançamento foi pequena e a velocidade inicial do corpo foi baixa; cairá mais longe, se a situação se inverter.
Newton perguntou-se, então, o que sucederia se a altura do lançamento fosse muito grande, comparável, por exemplo, com a distância da Terra à Lua. E sua resposta foi a de que o corpo deveria cair em direção à Terra, sem, contudo, atingir sua superfície.
O porquê reside no seguinte: se o corpo for lançado além de uma certa altura - e esse é o caso, por exemplo, dos satélites artificiais -, a parábola descrita pelo corpo não o trará de volta à Terra, mas o colocará em órbita. Assim, o satélite artificial está sempre caindo sobre o planeta, sem nunca atingi-lo. O mesmo acontece com a Lua, que um dia tangenciou a Terra e nunca mais deixou de "cair" sobre 'ela.
Com esse raciocínio, Newton ligou dois fenômenos que até então pareciam não ter relação entre si- o movimento dos corpos celestes e a queda de um corpo na superfície da Terra. Foi assim que surgiu a lei da gravitação universal.Tudo isso foi-lhe aparecendo gradualmente, até que, em 1679, pôde responder a Halley, seu amigo e discípulo, que lhe perguntara se conhecia um princípio físico capaz de explicar as leis de Kepler sobre os movimentos dos planetas. E sua resposta foi a seguinte: a força de atração entre dois corpos é proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. "Percebi", escreveu Halley a Newton, "que você tinha feito uma demonstração perfeita."
Halley induziu, então, o amigo não sem alguma dificuldade, pois Newton tinha bem presente o episódio da polêmica com Hooke - a reunir em uma só obra seus trabalhos sobre a gravitação e as leis da Mecânica, comprometendo-se a custeear, ele mesmo, as despesas de publicação.
Embora se tratasse de resumir e ordenar trabalhos em grande parte já escritos, sua realização consumiu dois anos de aplicação contínua. O compêndio, chamado Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, os Princípios, compõe-se de três livros. O primeiro trata dos princípios da Mecânica; é nele que aparecem as três leis do movimento de Newton. O segundo cuida da mecânica dos fluidos e dos corpos neles imersos. Finalmente, o terceiro situa filosoficamente a obra do autor e traz alguns resultados do que foi estabelecido nos dois anteriores.
Nesse terceiro livro, Newton analisa os movimentos dos satélites em tomo de um planeta e dos planetas ao redor do Sol, baseando-se na gravitação universal. Mostra que é possível deduzir, da forma de tais movimentos, relações entre as massas dos planetas e a massa da Terra. Fixa a densidade da Terra entre 5 e 6 (o valor admitido atualmente é 5,5) e calcula a massa do Sol, bem como a dos planetas dotados de satélites. Avalia em 1/230 o achatamento da Terra nos pólos - hoje sabemos que este valor é de 1/270.
A estrada: de Newton em direção à execução da obra que o imortalizou foi plana e isenta de acidentes de maior importância. Newton não teve que enfrentar sozinho, como Galileu, a oposição de seus contemporâneos, nem conheceu, como o florentino, a iniqüidade das retratações perante os tribunais religiosos. Não precisou, como Kepler, travar lutas consigo próprio, para fazer coincidir suas idéias sobre astrologia e seus preconceitos místicos com os resultados das observações.
Newton, como se descobriria depois, foi tão obcecado pelo misticismo quanto Kepler. Só que ele manteve ciência e religião completamente separados em sua mente. Uma não influía sobre a outra.
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h28
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
(Casa de Newton em Londres, em Leicester Square)
Newton sempre teve o apoio do mundo científico de sua época, usufruindo de todas as honrarias que podem ser concedidas a um homem de ciência: em 1668, foi nomeado representante da Universidade de Cambridge, no Parlamento; em 1696, assumiu o cargo de inspetor da Casa Real da Moeda, tornando-se seu diretor em 1699; nesse mesmo ano foi eleito membro da Academia Francesa de Ciências; em 1701, deixou sua cátedra em Cambridge, e, a partir de 1703, até sua morte, foi presidente da Royal Society.
Mas, ao assumir mais cargos e receber mais gratificações, sua atividade científica passou a diminuir e sua preocupação com religião e ocultismo tendeu a aumentar. Depois da publicação dos Princípios, suas contribuições se tornaram cada vez mais esparsas e, na maior parte das vezes, insignificantes quando comparadas com a obra anterior.
No início de 1727, Newton, cuja saúde declinava há anos, ficou gravemente enfermo. Morreu no dia 20 de março desse ano, tendo sido sepultado na Abadia de Westminster com o seguinte epitáfio: "É uma honra para o gênero humano que um tal homem tenha existido."
Escrito por Nina, Mari, Veve i Miny às 16h26
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|